Infelizmente esse foi o diagnóstico que me foi apresentado aos meus 37 anos, quando por ausência da menstruação pensei estar grávida, mas veio a revelar ser a perimenopausa e baixa reserva ovárica. Na altura, consultei 2 especialistas diferentes, além da consulta do Hospital de Santa Maria (à qual fui uma vez, fiquei em lista de espera para tratamento e nunca mais fui chamada). Hoje com 42 anos, uma outra especialista disse que com os meus valores à data dos 37 anos, teria boas chances de sucesso com estimulação de ovulação mas, era um tratamento que, no meu entendimento, na altura, não era tão rentável aos profissionais de saúde e impingiam de imediato a doação de gâmetas. É um tipo de tratamento que me custa um pouco aceitar por vários motivos. Primeiro porque acredito na ancestralidade, segundo porque a legislação foi alterada e a pessoa que for fruto de tal tratamento pode aos 18 anos ter conhecimento da identidade da sua progenitora biológica, terceiro porque tenho receio de não conseguir criar um vinculo afetivo, de olhar para a criança e não a sentir minha, quarto tenho receio de estar constantemente a analisar semelhanças físicas nas mulheres com as quais me cruze e a perguntar-me se será a dadora, quinto o facto de nos dizerem que devemos contar à criança de que foi fruto de uma doação e perder o/a meu/minha filho/a aí, sexto preocupa-me o carater, características psicológicas e intelectuais da dadora, pois embora digam que tal não é hereditário, julgo que qualquer pessoa pode refutar tal argumento.